Tuesday, September 20, 2016

Delícias da doçaria portuguesa - Porquinho doce


Ai ai ai! Hoje este blog até faz uma pessoa engordar, só de ler os posts! Mais um doce super fantástico que nos transforma em leitõezinhos anafados! Oinc Oinc! Apresento-vos o porquinho doce! Terão de ir até Beja experimentar um exemplar. E até vale a pena o passeio porque é uma cidade bem catita que vale a pena explorar. E pelo caminho têm a oportunidade de ver olivais a perder de vista! Como podem ver pela foto, este manjar, tem como principais ingredientes, a amêndoa em forma de massapão, chila e ovos! E um bocadinho de chocolate a dar cor à camada exterior do massapão. Como não podia deixar de ser, é um petisco! Como é possível não ser com estes ingredientes? E é bem fofinho! Mas nós não nos deixámos comover e afinfámos-lhe valentes dentadas nas patinhas, no focinho, as orelhitas já foram e a barriguita, bem rechonchuda, também já levou um avanço. E agora, metam-se vocês à estrada! Inté!

Delícias da doçaria portuguesa - Tarte D. Rodrigo


Olá! Caros leitores, apresento-vos mais uma maravilha de doçaria nacional, absolutamente pecaminosa e "engordatória". Uma tarte de amêndoa, ovo e açúcar, com uma pitadinha de canela. Adquiri umas amostras em terras Algarvias, numa feira de artesanato e doçaria. A jovem que me atendeu chamou-lhe tarte D. Rodrigo. O D. Rodrigo é m docinho que vem embrulhado nuns pacotinhos coloridos e tem por base os ingredientes que enumerei há pouco e mais uma dose de fios de ovos a cobrir. Esta versão é semelhante mas não tem os fios e dá para cortar à fatia. E devo dizer-vos que foi o melhor doce que comi nas minhas férias. Simplesmente divinal! Com uma textura húmida e densa, uma autêntica overdose de ovos e amêndoa. E a canela estava no ponto! Discreta o suficiente para se fazer notar e sem mascarar os restantes ingredientes. E já arranjei mais sarna para me coçar! Porque este será o meu próximo desafio! Replicar esta tarte! Entretanto, quero sossegar os meus leitores acerca da tarte 3 delícias. Fico feliz por ter despertado tanto interesse. Aliás, tenho recebido bastantes mensagens a pedir que coloque aqui a receita. Eu peço desculpa por estar a demorar tanto tempo, estou em falta e prometo resolver o assunto nas próximas duas semanas. Pelo menos quero apresentar-vos algo que seja aproximado, mesmo que necessite de uma terceira tentativa. Até breve!

Thursday, July 14, 2016

Tarteletes de lemon curd


Olá caros leitores! Trago-vos mais um docinho delicioso, daqueles que consolam a alma e os olhos. São bonitinhas, as tarteletes, não são? O lemon curd é um daqueles doces ao qual eu franzia a venta, talvez por ter a ideia errada de ser um produto ranhoso, muito apreciado por ingleses que mal sabem cozinhar e que compram tudo em frascos. Claro que entretanto os meus horizontes abriram-se e em vez de imaginar tontices, comecei a ficar curiosa. E não é que o meu pasteleiro actualmente preferido, o Sr. Rudolph, (podem vê-lo no 24 Kitchen) fez lemon curd num dos seus programas e imediatamente decidi fazer. Mas só me aventurei após provar uma amostra de mais uma intrépida cozinheira, amostra essa que estava muito boa, amarelinha, cremosa e com um saborzinho fantástico a limão. Pesquisei na internet e decidi-me por uma receita que leva apenas gemas, em vez de ovos inteiros. O resultado foi um curd de tom alaranjado, mais denso mas também saboroso. Isto para vos dizer que ainda vou comparar receitas! Ovos inteiros Vs gemas e se há alguma vantagem em usar uns ou outros. Nesta primeira tentativa, tive juízo e não inventei, não fosse o diabo tecê-las. Já me armei em criativa e a coisa deu para o torto... Portanto, dou-vos a receita que tirei da internet mas a próxima aventura será um lemon curd adaptado ao meu gosto e mais amigo da cintura! É que houve um comensal "rabugento" que achou o creme muito doce! 

Ingredientes da massa para as tarteletes 
150 gr. de amêndoa pelada ralada
150 gr. de farinha sem fermento
150 gr. de açúcar branco
150 gr. manteiga
1 ovo
Água fria, se necessária

Preparação 
Coloquei os ingredientes secos numa tigela, juntei o ovo e envolvi bem. Adicionei a manteiga fria cortada em cubos e misturei-a grosseiramente com a farinha, desfazendo os cubos em pedaços mais pequenos. Depois amassei levemente para que tudo ligasse. Tive que juntar umas gotinhas de água fria para a massa ganhar firmeza e não se esfarelar. O resultado final é uma bola de massa suficientemente firme para ser estendida mas ainda com pedacinhos visíveis de manteiga no meio. Para ser mais fácil estendê-la, coloquei a massa no frigorífico. Com o calor, é preciso ter cuidado com tudo o que leve manteiga. Massa molengona é um pesadelo para trabalhar!

Ingredientes para o curd 
8 gemas
200 gr. de açúcar
1,2 dl de sumo de limão
170 gr. de manteiga
Raspa de 2 limões grandes

Preparação 
Coloquei um tacho ao lume com água e deixei levantar fervura. Reduzi o lume para o mínimo para que a água apenas borbulhasse ligeiramente. Numa tigela de vidro que aguenta o calor, bati as gemas com o açúcar, a raspa e o sumo de limão. Coloquei a tigela por cima do tacho e comecei a cozer a mistura de ovos no calor, misturando sempre com a vara de arames. Aviso-vos que a tigela não pode entrar em contacto com a água do tacho, portanto tenham  atenção ao nível desta. E temos de misturar os ovos durante todo o processo. Portanto, nada de irem fazer um xixizinho e deixarem os ovos sem supervisão. Leva um bocadinho a cozer e os ovos precisam de algum tempo até começarem a engrossar mas é algo que não engana. Assim que ficou mais grossa, juntei cubos de manteiga, um a um, e deixando a manteiga envolver bem antes de adicionar outro. Assim que estava no ponto, tirei do lume e passei o creme por um passador para eliminar a raspa de limão e algum potencial grumo. Meti o creme num frasco e deixei refrigerar umas 3 horas. Agora algumas notas: No início, a mistura é muito líquida mas à medida que coze, fica mais cremosa. Ora foi neste ponto que talvez me tenha excedido! Segundo instruções que me foram dadas, se quiserem o típico lemon curd, ou melhor, com a textura correcta, devem tirar os ovos do lume quando vêem que estão a ficar cremosos (e depois da manteiga estar incorporada) porque a mistura continua a engrossar com o calor residual. Eu não o fiz. Por dois motivos! Porque queria o creme mais espesso para a massa das tarteletes não amolecer e porque não sabia quando o parar de cozer...eheheh. Resultado: o creme ficou um pouquinho denso. Devia ter tido em atenção que a refrigeração também lhe ia dar uma consistência mais sólida. Mas não se enganem! Estava bom e gostei da textura apesar de não ter ficado fiel ao que é suposto ser. 

Por fim, estendi a massa e cortei rodelas com uma circunferência um bocadinho maior que a das formas de queque. Usei formas descartáveis de alumínio com as paredes baixas. Forrei as formas, levei-as ao forno e deixei cozer e corar bem. Retirei-as do forno, deixei arrefecer, desenformei a massa das tarteletes e voltei a colocá-las no forno, desta vez viradas ao contrário para que o fundo também corasse, Retirei-as do forno, deixei arrefecer e recheei com o lemon curd. Parece difícil mas não é. Talvez seja um bocadito trabalhoso para se fazer tudo no mesmo dia. Aconselho que façam a massa de véspera, ou o lemon curd, e no dia seguinte já parece mais fácil e rápido. Espero que gostem!

Tuesday, May 24, 2016

Receitas da internet - Scones


Nunca fui fã de scones, talvez por a maioria que encontramos nos cafés, serem secos e sensaborões. Mas quando estes pãezinhos doces são feitos como deve ser, ui ui! Acabados de sair do forno, ainda quentes e barrados com manteiga! E recheados com queijo, fiambre ou doces e compotas...ai ai ai ai ai! E nem vos conto sobre o perfume que sai do forno durante a cozedura! Portanto, terei que me curvar perante a sapiência de quem facultou esta receita na internet! Não sei se a receita é da moça ou da avózinha, ou se ela a copiou de outro lado, mas foi no site Mumbles and Rumbles que a encontrei. Trago-vos mais uma receita à prova de mãos inábeis ou pouco experientes. Estes scones são infalíveis e merecem estar aqui no blog. Já os fiz 3 vezes e correu sempre bem. A última experiência que documentei para partilhar aqui, teve como resultado uns scones bem altos, fofos no interior e uma crosta ligeiramente crocante. Comi um mal saiu do forno e tive que me conter para não atacar outro. Devo avisar que a massa não é leve com bolhinhas de ar, é maçuda mas fofa e tem tendência a desfazer-se em migalhas, de tão amanteigada. Um scone tem de ter substância! Se acharem que custa a deglutir, principalmente quando o  scone já arrefeceu muito ou é do dia anterior. aqueçam no microondas por uns segundos e fica como novo! Quanto aos ingredientes, a receita pede thickened cream, ou seja, uma nata à qual é adicionado um agente espessante. Eu usei nata Mimosa para bater com 35% de gordura e que tem um espessante, o E401 (originário de uma alga, caso estejam curiosos) e o iogurte escolhi do tipo grego, que é mais encorpado que o iogurte normal.  Agora vou relatar como fiz os scones, embora vos tenha dado o link e o vídeo da receita original. Os meus ingredientes não respeitam as doses indicadas no site, fiz uns ajustes.

Ingredientes
540 gr. de farinha
1 colher de chá de sal, rasa
5 colheres de açúcar amarelo
160 gr. de manteiga fria
2 dl de nata para bater (usei Mimosa com 35% de gordura e espessante)
1 iogurte grego (aprox. 125 gr)
Leite para pincelar

Preparação :
Numa tigela, coloquei a farinha, sal e as 5 colheres de sopa de
açúcar, juntamente com a manteiga fria cortada em cubos (1). Com os dedos, esmigalhei grosseiramente a manteiga, esfregando-a contra a farinha com os dedos e a palma das mãos. É um processo rápido, não se assustem. No fim fica uma mistura areada, com pedacinhos de manteiga no meio da farinha, sem estar totalmente envolvida e é esse o objectivo (2). Depois juntei a nata, à qual tinha adicionado previamente o iogurte, e envolvi suavemente na farinha com uma colher de pau. Já com as mãos, amassei delicadamente os ingredientes até a massa ficar manejável. Aliás, amassar talvez não seja a palavra correcta, eu juntei os ingredientes. Não trabalhem a massa como se estivessem a fazer pão, senão fica tudo ligado, a manteiga entra totalmente na farinha e os scones ficam panquecas depois de cozidos. Se  a mistura estiver seca e ficar demasiado quebradiça, adicionem pingas de água, mesmo muito pouca de cada vez e continuem a juntar a massa até uma consistência em que vejam que é possível formar os bolinhos. Se repararem na foto (3), a textura é um pouco grosseira, parece que os ingredientes não estão bem ligados. Porque a manteiga não deve ficar totalmente envolvida na massa, devem permanecer pedacinhos visíveis, que vão ajudar os scones a crescer no forno. Estou a ser repetitiva, eu sei, mas é uma informação importante e quero que fique bem explicadinha! Com a massa já no ponto, coloquei-a na bancada da cozinha, polvilhada com farinha, e espalmei a massa com as mãos, num rectângulo alto e assim pró imperfeito, que não é preciso estarem com mariquices (vejam a foto pequena). Dobrei a massa como se fosse um livro e voltei a espalmar da mesma forma. Mais uma vez, dobrei e espalmei e outra vez o mesmo processo. Ao todo, umas 4 dobras e espalmadelas. As espalmadelas são suaves, não se ponham a dar murros na massa. Ela é molinha, portanto cede facilmente. No fim, a massa deve continuar alta! Com um cortador de bolachas, moldei os scones e coloquei-os num tabuleiro polvilhado com farinha. A foto (4) mostra o scone cortado e vê-se bem as camadas de massa resultantes das dobras. Por fim, pincelei os scones com leite e levei ao forno a 200º. Nesta fase de cozedura, cada um de vocês tem que tomar atenção aos scones porque os fornos não são todos iguais e uns têm ventilação, outros não, uns são a gás, outros eléctricos, e até as temperaturas divergem. Eu começo por cozer os scones a 200º mas quando vejo que estão a ficar escuros, tapo-os com alumínio e deixo cozer mais um pouco. Ao todo, leva uns 20 minutos. Deixo-vos aqui o vídeo, caso prefiram acção e menos conversa ou tenham alguma dúvida. Até breve!

Friday, May 20, 2016

Doce de nêspera


Como já perceberam, fazer doces de fruta não tem nada que saber. Portanto, não me vou alongar muito a explicar como fiz. Tenho outros posts aqui no blog sobre a confecção de marmelada e doce de abóbora, com fotos explicativas, que podem ajudar quem ainda não se aventurou nestas andanças. Eu usei 1960 kg de nêsperas. Foi com quanto eu fiquei depois de as arranjar. E quando digo arranjar, refiro-me a retirar o caroço e o (desculpem lá) "cú". A casca foi todinha para o tacho, apenas retirei partes que estivessem com alguma textura esquisita ou objecto estranho. E como a passarada gosta de se empoleirar na árvore e todo o cuidado é pouco, antes de as arranjar, lavei as nêsperas em água corrente e abundante. Coloquei-a num tacho largo com 450gr. de açúcar, casca de um limão e sumo de dois. E foi assim para o lume até ficar tudo bem cozido e a calda reduzida. Antes de apagar o lume, passei a varinha mágica na fruta, apenas para esmagar partes, tive o cuidado de deixar pedaços inteiros. Deixei ferver mais uns 5 minutos e passei o doce para os frascos esterilizados. Ficou bem bonitinho! Falta ir agora fazer uma fornada de scones para provar o doce! Fica para a semana. Até breve!  

Thursday, May 12, 2016

Queques de coco e cereja


Cerejinhas! Gorduchas e suculentas! Estas são conservadas em calda maraschino. Hei-de fazer com cerejas frescas, apesar da Primavera estar a ser madrasta para estas lindas frutinhas. De qualquer forma, esta versão de conserva é um bom substituto. Eu gosto do paladar e são "licorosas", têm uma calda espessa e bem açucarada! Falta saber onde encontrar todo o ano. Eu comprei no Lidl por altura do Natal mas como há certos produtos que aparecem apenas durante determinadas festividades, nem sei se continua disponível à venda. Lá terei que fazer eu mesma as minhas cerejas em calda e afogá-las nalgum licor saboroso. Mas isso será lá mais para a frente. Agora vou dar-vos esta simpática receita de queques fofinhos e saborosos.

Ingredientes
4 ovos
1 iogurte natural
2 copos de iogurte de farinha
2 copos de iogurte de açúcar mascavado
3/4 copos de iogurte de coco ralado
1/2 copo de iogurte de óleo de girassol
raspa de 1 limão
açúcar baunilhado
Cerejas em calda (de preferência maraschino)
Fermento royal q.b.

Preparação
Numa tigela, colocam o iogurte natural e, depois de terem lavado e secado o copinho, juntam 2 copos de açúcar e 1/2 de óleo e misturam muito bem. Separam as gemas das claras e reservam estas últimas para serem batidas. As gemas são adicionadas à mistura de açúcar, assim como o coco ralado, a raspa de limão e a baunilha. Batem vigorosamente e depois envolvem a farinha e o fermento e, por fim, as claras em castelo, com movimentos delicados para não abaterem. Distribuem a massa pelas formas de queques bem barradas com manteiga e em cada uma colocam 3 cerejas e salpicam a massa com calda. Eu confesso que as minhas cerejas afundaram na massa, como podem ver pela foto. Mas eu até nem me chateei e virei os queques de pernas para o ar de forma às cerejas ficarem visíveis. E os queques até ficaram fofos, com ar de pudinzinhos. Para dar um aspecto ainda mais apetitoso, aproveitam a calda e cobrem cada queque com uma quantidade generosa, de forma a escorrer à volta.
Espero que gostem!

Nêsperas aos molhos...


...literalmente! A nossa nespereira é de uma tal generosidade que até irrita! Paletes de nêsperas todos os anos! E eu pouco lhes pego, nunca fui grande apreciadora. E é um fruto tão delicado, facilmente se estraga após a colheita, não dá para armazenar porque ficam logo escuras e moles. Isto é...as nossas 100% naturais ficam, as de supermercado duram e duram e duram e suponho que isso seja mau sinal... Ainda por cima a chuva este ano não tem ajudado e, para evitar que apodreça tudo, resolvi fazer doce. Depois partilho com vocês o resultado. Entretanto tenho mais uma tonelada de nêsperas para apanhar....Ufff!